Por André Wagner Rodrigues



Objetivos Gerais dos Parâmetros Curriculares Nacionais de História:


 l      Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
 l      Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;
 l      Questionar a realidade formulando-se problemas e tentando resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

Se é importante a INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA... qual é o método para ensinar historicamente?

“[...] A adoção da metodologia da investigação na sala de aula implica algumas posturas tanto da parte do professor quanto dos alunos. Do professor, espera-se amplo domínio do conteúdo a ser trabalhado, familiaridade com a produção do conhecimento histórico e seus métodos, clara consciência dos objetivos a ser atingidos, cuidadosa seleção dos textos e demais recursos de ensino-aprendizagem e conseqüentemente organização das atividades a desenvolver [...] Do aluno, espera-se uma postura ativa em todo o processo, e a ele devem-se oferecer condições para exercer tal posição, para aprender pela descoberta” (VILLALTA, p. 45)

Quais seriam os procedimentos constitutivos da metodologia da investigação?

Partir de problemas – que são constituídos de elementos em torno da realidade imediata dos discentes ou relevantes em sua experiência de vida, com significância para os mesmos e, geralmente, situando-se no presente. Cumpre frisar três aspectos importantes: *precisa ser acessível e/ou interessante aos alunos; *o problema deve ser gerado pelo professor; *as respostas para os problemas devem estar no presente ou no passado, implicando a percepção de continuidades e discrepâncias dos processos históricos.

Desconstrução, reconstrução e construção de discursos

Através de textos didáticos, objetos materiais, reproduções fotográficas de gravuras, quadros, esculturas, obras arquitetônicas e outros elementos da cultura material, além de filmes, depoimentos orais, programas de televisão, canções e até mesmo exposições orais feitas pelo professor.
Entende-se que o professor deva desconstruir os (pré) conceitos formulados por essas fontes. É o método de interpretação, análise e raciocínio.
“Na desconstrução, na reconstrução e na construção de discursos, é preciso pôr os alunos a raciocinarem por si, a usarem os métodos dedutivo e indutivo. Pelo método dedutivo, vai-se do geral ao particular, do princípio à conclusão. Seu modelo é o silogismo, um raciocínio dado pela sucessão de premissa, premissa intermediária e conclusão”
“Pelo método indutivo, com base na análise de fatos particulares, chega-se a uma generalização, a uma “lei”, a uma asserção-conclusão que explica o conjunto dos fatos”


Construção de sínteses

Sugere-se que se conduzam os alunos a elaborarem uma síntese final, retomando a questão-problema colocada no início do processo e, ao mesmo tempo, reunindo as informações essenciais colhidas no seu transcorrer. Nessa síntese, é crucial que os alunos coloquem seus pontos de vista, elaborando uma discussão que lhes dê fundamento. O professor deve conduzir o processo, com a intenção de recusar os “achismos”, mas também aceitar as posições dos alunos que sejam diferentes do que defendem.

A efeito de conclusão...

Uma última observação refere-se à avaliação: ela deve ser feita a cada etapa do processo, com o que se permite ao professor identificar e dimensionar as dificuldades da classe, os acertos e os erros do processo de ensino, corrigindo-os a tempo e, ainda, ter uma visão mais clara sobre o empenho e o sucesso de cada aluno.

In:______ SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar história. São Paulo: Scipione, 2005. (Pensamento e Ação no Magistério).

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